09/06/2017

De cabo a rabo, amei!

O amigo escritor e revisor literário Cláudio B. Carlos, autor de "O homem do terno de vidro" e tantos outros títulos, fez uma bela apreciação da antologia "Sangria e outros poemas" (2017), que estou tendo o prazer de integrar conjuntamente a outros poetas potiguares.

Convido os amigos à apreciação da postagem "Uma das poucas vezes que, de cabo a rabo, gostei de uma antologia".

Cláudio, querido.
Muito agradeço sua leitura apreciativa e divulgação do livro.
De cabo a rabo, amei!

Um abraço terno
da sua sempre amiga e leitora Hercília.


01/06/2017

Do que outrora

E eis que não mais precisavam
de palavras

Nem mesmo as mágoas exigiam
superação

Compartilhavam enfim
o vazio

Do que outrora concebiam 

ser
   tão



h.f.
1 jun./2017


30/05/2017

Cântico V – Esse teu corpo

Arte: Nu feminino, por Sérgio Zett.

Esse teu corpo é um fardo.
É uma grande montanha abafando-te.
Não te deixando sentir o vento livre
Do Infinito.
Quebra o teu corpo em cavernas
Para dentro de ti rugir
A força livre do ar.
Destrói mais essa prisão de pedra.
Faze-te recepo.
Âmbito.
Espaço.
Amplia-te.
Sê o grande sopro
Que circula...


Cecilia Meireles
In: Cânticos, 1982.


26/05/2017

Como esquecer?

Não esqueci...
― sequer pressenti como!

Como esquecer
o que habita em mim
E, por tão entranhado,
acorda-me até em sonhos?


h.f.
26 maio./2017


16/05/2017

Desta vez

Não direi que desta vez
é pra valer...

 não tem mais volta!

Que a porta hoje fechada
é a mesma que se pode
abrir amanhã

Que o fim é só começo
de outra primavera
Mesmo que o amor não tenha
qualquer apreço à dor 
da espera

Não direi nada...
Ainda assim, tudo...


h.f.
16 maio./2017


15/05/2017

Exceto...

Nada irá nos atingir
e distanciar

Exceto, o que tanto
nos aproxima...


h.f.
15 maio./2017


07/05/2017

Não consigo...

A necessidade de sentir
a sua presença
é maior que a consciência
da indiferença 
ou impossibilidade 

É maior que qualquer
desavença
a que chamam de saudade


h.f.
7 maio./2017

    
"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."

(Gaston Bachelard)